domingo, 1 de agosto de 2010

Relação entre bactérias e obesidade

Investigação lança nova luz sobre o papel das bactérias do trato digestivo na obesidade. Estes estudos foram apresentados na Reunião Geral da American Society for Microbiology.

O trabalho em curso sugere que a interação entre os factores genéticos e a composição das bactérias que habitam o intestino humano, pode predispor certos indivíduos para a obesidade.

Estes resultados podem proporcionar "novos achados"sobre os mecanismos pelos quais a genética pode predispor as pessoas para a obesidade. Podem também ajudar a pavimentar o caminho para um futuro em que a triagem genética( http://www.cristinasales.pt/Nutri-Conceito/Texts/Text.aspx?PageID=253&MVID=1000220), em conjunto com os tratamentos sob medida, podem ajudar as pessoas em risco de obesidade a manter um peso saudável ", diz Margaret Zupancic, do Institute for Genome Sciences da Universidade de Maryland School of Medicine.

Zupancic e seus colegas analisaram no intestino, as comunidades bacterianas dos indivíduos obesos e magros pertencentes à Velha Ordem Amish de Lancaster County, na Pensilvânia - uma população relativamente homogênea em relação à genética e estilo de vida. Inicialmente não encontraram correlação entre a composição das bactérias do intestino e obesidade, mas, quando integrados no património genético dos participantes, certos padrões começaram a surgir.

Encontrou-se uma correlação estatisticamente significativa entre os participantes que tinham uma variante do gene FTO (o gene associado à obesidade) e a presença de certos grupos de bactérias, no trato digestivo.
Os pesquisadores também descobriram que, existe, em pessoas com determinadas variações genéticas no gene receptor do gosto, um baixo nível de diversidade de bactérias no intestino que está correlacionado com uma probabilidade mais elevada de obesidade, enquanto que existe um alto nível de diversidade relacionada com um menor risco de obesidade.

"Embora este trabalho esteja numa fase relativamente adiantada, resultados como esses poderiam levar a aplicações, tais como tratamentos probióticos ou antibióticos para a obesidade que pode ser individualizada com base na genética de uma pessoa única e composição microbiana do intestino", diz Zupancic.

Outro estudo, do Fred Hutchinson Cancer Research Center, centrou-se na analise dos micróbios do intestino de mulheres entre 40 e 45 anos de idade. Os investigadores encontraram uma correlação positiva entre a população de um tipo específico de bactérias, bacteroidetes e percentual de gordura corporal nos participantes

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